domingo, 26 de março de 2017

Vai saber!







Porém o que é o “eu” em meio a tamanha poesia rasa,
tão rasa, que se confunde com o solo
onde os grãos de areia se unem

tornando o “eu” uma mistura entre os grãos de areia.
Nem mesmo “eu” me atrevo a classificar.

Que dirá eu.
Que se atreva quem pode sondar
os espaços existentes entre os grãos de areia.

Por que, nem “eu”!
a nata da nata que surge das profundezas do não saber
Onde o tiuu (~) do não surge somente depois de perceber-se
ou não a sua ausência, proposta por intenção do descuido?
Vai saber!
Talvez.


E quando o talvez se apresenta, por perto, está a dúvida.
Talvez sim. Talvez não.
Vai saber!

Dizem por ai,
Que quem sabe
Entrou no labirinto
Semelhante ao do Fauno
E ainda busca por saída, um encontro.
Com as mãos que, talvez, o ajude a sair?
Vai saber!


Talvez, quem sabe? Ou não!

O último que entrou deu um grito, silencioso,
Lembrando um tal Minotauro.
Ilustre morador, também, de um labirinto,
Mas, vai saber, né!?
Tudo é possível! Ou não?


Quando a imaginação se apresenta como criadora de algo
Inclusive, é capaz de fazer da escuridão uma luz.
E da luz, vai saber!
Dizem até que o Fauno, Minotauro, nunca existiram.
E muito menos os labirintos.
Tudo fruto da imaginação.
Coisa dos moradores da caverna.
Que viviam assustados.
Até com as próprias sombras
Vai saber!


Que digam as areias.
E os aqueles que ficam entre elas.
Vai saber, não é mesmo?
Afinal, as histórias são contadas pelas letras.
Que por sua vez, são desenhadas.
Para serem interpretadas
Por aqueles que as entendem.
Quando unidas lado a lado de preferência.
Pois do contrário, seriam indecifráveis.
É!  Coisas de poetas que se atrevem adentrar na selva de letras.

E uma vez lá. Sabe-se, lá onde é esse lá.
Conquista o poeta o poder do saber interpretar o considerado interpretável.
Por aqueles que se consideram sabedores de interpretações
do que um dia alguém desenhou.
Vai saber!!
Ou não, talvez.

Letras são desenhos, desenhados, por aqueles que, na maioria, nunca desenharam.
E se um atrevido surgir no meio do caminho.
Alguém poderá dizer que foi, nesse momento, que encontraram
O caminho do meio.
E ai, surge ele, o “eu” para permitir que logo após ele apareça 
O que bem entenderem dentre os entendidos.
Eu heim? Vai saber!!!

Só um poeta poderia responder.
E um poeta em P maior, certamente.
Pois do contrário poria tudo do contrário, talvez.
Vai saber! !!
Talvez, a imaginação, atrevidamente, criativa.


Dizem por aí, que no tempo está o que caminha.
E se caminha no meio do caminho ou em outro meio do caminho,
Só o próprio caminho que no tempo foi visto em segredo, caminhando um caminho.
E quem de fato poderia contar algo, ou não?
   
Quem poderia saber, o poeta?
Boa pergunta.
Eu, heim!!!

Algo me diz que, você, nem quer saber,

se o poeta é ou não com P maior ou p menor. 

Vai saber!



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Uma rosa

É acontece!

segunda-feira, 31 de março de 2014